Planos

Junho 6, 2009 at 8:17 pm (Divagações, Paixões)

Um dia eu vou montar uma instituição de ensino fantástica, com suas próprias diretrizes e objetivos. Nada de vestibular, nem pressão, nem provas. O conhecimento será estimulado pelo próprio conhecimento. As aulas serão fantásticas, interativas e apaixonadas. Haverá uma vasta área verde e uma biblioteca gigantesca, com todo tipo de literatura. Os alunos não precisarão assistir aulas. Não precisarão nem comparecer: eles irão fazê-lo por vontade própria. O quadro de professores será formado só de amigos meus. A grade curricular poderá ser montada pelos próprios alunos, e a matéria irá andar no seu próprio ritmo. As turmas poderão ser feitas de 3 ou 300 pessoas, e a decisão será formada em consenso. Será uma espécie de Hogwarts do mundo real, só que muito mais legal. Só não me pergunte como vamos lidar com o MEC.

Um dia eu vou ser professor de Filosofia. Gosto da ideia de abrir a cabeça de pessoas em formação, ainda que não tenha pretensões em grande escala. Deixo o mudar do mundo para aqueles mais ambiciosos. Mas espero mudar o mundo de meia dúzia, de 3, de 2, de 1, que seja. Formar seres conscientes de si mesmo, do universo ao redor, da fragilidade mascarada  a que somos apresentados sem pedir. Não que isso vá fazer de ninguém mais feliz, muito pelo contrário. Às vezes me pergunto se este é realmente o melhor caminho. Mas é claro que me pergunto. Se não me perguntasse, não aspiraria tal amaldiçoado encargo.

Um dia eu farei teatro. Longe de querer ser ator global, mas Deus sabe como eu preciso aprender a me expressar. Além do mais, deve ser uma experiência super divertida e enriquecedora — é o que todo mundo diz. Tenho mega vontade de fazer aqueles exercícios ridículos e constrangedores que devem ser propostos no curso de teatro. Quero dizer, na verdade eu não sei quanto a isso… mas é assim no curso de teatro que eu materializo na minha cabeça, pelo menos. Talvez eu acabe descobrindo que não é nada do jeito que eu achava. Mas aí é só partir para montar uma instituição de teatro fantástica.

Um dia eu serei vocalista de uma banda de metal. Melódico. Mas sem linhas de guitarra excessivamente bonitinhas ou enjoadas de tão repetitivas, é só porque minha voz não é boa ou agressiva o suficiente para um estilo mais mau encarado. Se bem que também não sou tenor, o que traria uma série de complicações na hora de fazer os covers de Helloween ou Angra. Ah, dane-se, teremos só músicas próprias. Músicas próprias com arranjos super complexos e letras tão fantásticas quanto o poema do post abaixo. E o nosso terceiro álbum será gravado com uma orquestra, porque a essa altura já estaremos podres de ricos e famosos. Principalmente no Japão, porque ver uma platéia de nipônicos batendo cabeça deve ser uma experiência hilária. E nosso quarto álbum, com influências brasileiras (batidas de samba e funk com guitarras distorcidas seriam o máximo!), fará tanto sucesso que na turnê de divulgação dele seremos headliners do Wacken.

Um dia eu terei minha própria editora. Ela cobrirá cultura em vários âmbitos. Vai ter uma revista de música, que será uma mistura de Rolling Stone com Bravo!; uma de cinema, que vai ser licenciada do Omelete com membros da SET na produção; uma de cultura geral, com altas influências da Super (nessa eu nem sei o que faria de diferente, então ou eu copiaria na cara dura mesmo ou compraria a Abril \o/) e três de games: Wii Brasil, Continue (a parte mais difícil vai ser convencer o Fabio Bracht, mesmo) e PLAY BR (só porque é um nome excepcional para um veículo que cobre a marca PlayStation que o pessoal do PS3-Brasil não quis usar).

Um dia eu vou ter um iPhone. E um PlayStation 3, um Xbox 360 (só se for com Natal), uma TV LCD de 42″, um Mac, um móvel gigantesco cheio de livros, um outro móvel gigantesco cheio de CDs, um DSi, dezenas de tabuleiros de xadrez dos mais excêntricos, um quarto de 25 metros quadrados, um professor particular de xadrez para eu poder ganhar pelo menos uma partida em meus tabuleiros excêntricos, uma escova de dentes enxaguante, um barbeiro particular, uma banca de jornal, uma câmera fotográfica com interface amigável, uma mesa de tênis… de mesa, um guarda roupa enorme só de camisas nerds, um PSP Go, um iPod shuffle de cada cor para combinar com as roupas nerds e uma sala de cinema particular. E um dia eu vou ter tamanho desprendimento consumista que vou parar de desejar esse tipo de coisas.

Um dia eu vou participar de uma banda cover de Legião Urbana. Será, claro, um projeto paralelo ao da banda de metal melódico. Vamos tocar Faroeste Caboclo, Índios, Meninos e Meninas, Vento no Litoral, Será, Geração Coca-Cola e muitas outras. Se pá, a banda pode tocar algumas coisas a mais, como Teatro Mágico e Toquinho. Teremos violino, flauta e guitarra distorcida em nossos arranjos, para deixar as músicas ainda mais intensas. Essa banda não será um fenômeno: tocaremos em barzinhas e lugares íntimos para surpreender desavisados.

Um dia eu saberei tocar guitarra. Ou orgão, o que é algo meio inconcebível até no mundo dos planos inverossímeis. Também seria bacana ser maestro, mas rumores correm dizendo que é preciso ter uma noção básica de cada grupo de instrumentos, algo para o qual eu não teria a menor paciência. Flauta transversal é bacana, teclado é melhor ainda e piano clássico, então, é sublime.

Um dia eu vou ter um blog bacana. Ah, se vou.

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Escarra

Junho 5, 2009 at 7:07 pm (Divagações, Estranho, Literatura)

Versos Íntimos
Augusto dos Anjos

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

Na falta de tempo/oportunidade para criação de conteúdo próprio, alguns versos roubados. E fantásticos, não acha?

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Cuspida no prato que estou tentando ajudar a fazer

Fevereiro 7, 2009 at 5:21 pm (Divagações, Filmes, Games)

egmcover

Do jeito que algumas pessoas falam comigo, devem achar que sou viciadíssimo em videogames. Devo passar a impressão de que só paro de jogar para comer e dormir, sou uma enciclopédia ambulante e só sei falar sobre isso. Não é bem assim. Depois que você passa a acompanhar a indústria de perto e passa a viver do assunto (ou passa a querer viver, no meu caso) jogar se torna uma obrigação. Eu, pelo menos, se não estou jogando alguma coisa me sinto meio hipócrita ao recomendar jogo X ou Y para centenas de gamers, usando muitas vezes referências de títulos em que nunca toquei na vida para traçar comparações. Por isso mesmo, jogo cada vez menos por prazer e cada vez mais por obrigação. E como sou um grande preguiçoso que adia suas obrigações, jogo cada vez menos ponto.

Mas essa culpa não deve ser exclusivamente minha. O jornalismo cultural encara algumas coisas de forma equivocada, e passa a mensagem de forma distorcida ao leitor. Na verdade o problema deve estar mais na forma de funcionamento da indústria cultural, mas de qualquer jeito. Me sinto particularmente incomodado com o modo pela qual a imprensa de games apresenta suas pautas de maneira exclusiva (no sentido de exclusão, mesmo). É tanta informação sendo enviada para o leitor, sobre tantos produtos diferentes, que o receptor da mensagem, em sua posição — que na maioria das vezes é meramente passiva — se sente acuado e atrasado. É tanto “jogaço” que você se sente perdido, e, obviamente, com mais e mais vontade de consumir. Você se sente inferior à todos aqueles jogadores que estão consumindo os produtos bacanas. Não poderia deixar de ser diferente — o que é o jornalismo senão uma forma mais selecionada e fatídica (pelo menos na teoria) da publicidade? Eles, afinal, são intrinsecamente relacionados e mutuamente dependentes. 

A questão é que, como já disse, essa fórmula é demasiadamente exclusiva. Não que a indústria em si se importe — se o cara não consome, não precisa ficar. E os veículos culturais se tornam cada vez mais exclusivos dos fanáticos. Não fanáticos por cultura, mas fanáticos por consumo. Porque a tendência natural seria o degustador ficar mais seletivo, mas não é isso que acontece. Se consome tanta porcaria e, pior, se aclama tanta porcaria que é de impressionar. O mundo da propaganda e do jornalismo se misturam, e, pior, o fanatismo por consumo acaba entrando no meio, entrando na garganta do processo todo. 

Outro defeito: só se cobre produto X até ele ser lançado. Por quê? Eu não sei. Também não faço idéia de como poderia ser diferente. Mas isso me parece uma falha, e me parece que muitos já perceberam. Não tenho nenhuma sugestão para fazer melhor, nem estou nesta posição. Já os caras “lá de cima” (não me refiro a papai do céu) não devem se esforçar muito pra mudar. É tudo sobre o hype, não é? Para que fazer propaganda de algo que já está velho? 

O pior mal entendido parece ser de que o único consumidor em potencial do veículo que cobre certo tipo de entretenimento é aquele que consome vorazmente. Ou isso ou as revistas estão “atirando para todos os lados”, o que seria ainda mais deplorável. Qualquer que seja o motivo para o bombardeio de produtos, ele deveria ser errado. Mas não é. E o público já está tão acostumado com esse tiroteio desenfreado que passa a cobrar quando algum alvo não é acertado. Impressionante. 

Sei que não disse nada de novo para qualquer um que já parou pra pensar durante 10 segundos sobre tal sistema. Mas é que não suportei Beyond Good & Evil, parei Okami no meio, achei Crysis um saco, não tive paciência para ver o novo 007 e achei que a última trilogia de Prince of Persia merecia uma média de 7, no máximo. E não achei sequer um “crítico” que concordasse comigo. Estética é relatividade, meu senhor, não unanimidade! 

E com licença que eu tenho que escrever um texto sobre como estou empolgado com os lançamentos de 2009.

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Turning Japanese… até parece!

Julho 1, 2008 at 9:50 pm (Divagações, Paixões) ()

http://img237.imageshack.us/img237/1073/photolgjapanib0.jpg

O pessoal dos mangás e dos animes que me perdoem, mas o Japão é muito mais que olhos arregalados e revistinhas lidas de trás pra frente. Falar da cultura milenar ou da culinária que me faz desejar nunca ter embarcado nessa de vegetarianismo também seria desnecessariamente clichê. Então, o que faz do Japão um lugar tão mágico? Seu povo, é claro! Os caras são responsáveis não só por todos os produtos supracitados, mas conseguiram fazer de sua nação uma das mais ricas do mundo – tanto econômica quanto culturalmente. E mais de uma vez! É mole ou quer mais?

Um fato: o Japão virou pop. E os 100 anos desde a primeira imigração oficial japonesa registrada pelos livros de história não poderiam vir em melhor hora (como se fosse possível escolher o aniversário de alguma coisa…)! Afinal, não por coincidência está havendo no Centro Cultural do Banco do Brasil no centro do Rio de Janeiro uma exposição INDESCRITÍVEL sobre o centenário da vinda dos nipônicos para nossas terras verdes e calorentas. Entre katanas e armaduras que parecem vir direto do Último Samurai (não viu? Herege!), detalhes da arquitetura japonesa e kimonos magistrais dão toques a mais para aqueles que gostam de todas as partes da sabedoria milenar dos nikkei. Sem falar nas diversas linhas do tempo contando a história da imigração e do próprio Nihon que mereciam estar nos meus livros de história substituindo essa baboseira irrelevante de colonização dos portugueses. Simplesmente FODA demais.

Queria ser japonês. Mas, já que não posso, vou tentando chegar lá: acho que já sei o equivalente a “the book is on the table” na língua dos nipônicos (ei, aprender três alfabetos novos – incluindo um com milhares de caracteres – não é fácil!), vou estudando a história dOs Japoneses no livro homônimo (não por acaso – mais uma vez – dado por mim de presente a um amigo… embora eu não admitisse, a pedida de empréstimo era iminente =P) e procurando me manter ligado na cultura pop japonesa, tão adorada pelos otakus tupiniquins. Qual será o próximo passo? Plástica para deixar os olhos puxadinhos? Tá bom, menos…

P.S.: Vou ignorar o quase aniversário de falta de atualizações, combinado?

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Reescritora desenterra Dezenove

Março 11, 2008 at 9:57 pm (Opinião.)

z42876711.jpgTitulo praticamente de manchete de jornal.

Olá, eu sou a Reescritora (18) e vim aqui desenterrar o Dezenove. Vou falar sobre algo que tem bastante a ver com o Dezenove e minhas reescrições, amigos verdadeiros.
Hoje eu estava reparando que o Luiz pra mim é aquele amigo que de vez em quando da bronca, e as broncas dele são as melhores possíveis, do tipo “para de roer unha” e “presta atenção na aula”. Ele é realmente ótimo. Acho que dar bronca em amigos é uma das várias maneiras de mostrar que você se preocupa. Servir de ombro amigo também, ou então ouvido, calar e escutar, surpresas e carinho.
Amigos são o tempero da vida, e eu aposto que você não diz que quando alguma coisa é “sem sal” é porque ela seja boa. Como eu sou uma virginiana, sou feita de muitos detalhes e adoro reparar nas pequenas sutilezas. Alguns detalhes que eu adoro em amigos são as pequenezas que nós fazemos todos os dias pra mostrar como gostamos uns dos outros, outras pequenezas que nos provam a confiança das pessoas na gente.
E a graça da vida acaba sendo as pequenezas em grande quantidade se transformando em uma montanha de diversão e felicidade.

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Quando o Natal chegar a nós…

Dezembro 22, 2007 at 12:04 am (Divagações)

santaclausiscomming.jpg É impressão minha ou há algo de errado com este natal? Não sei se foi o ano que passou rápido demais ou o meu ritmo que está demasiadamente lento, mas simplesmente não entra na minha cabeça que o natal está aí. Não que esta época seja ruim – muito pelo contrário, traz boas recordações no geral, mas simplesmente não pode ser natal! Alguém pelo amor de Deus mande aquele velho pançudo adiar a data tão esperada pelas criancinhas em pelo menos um mês, pois quero ser invadido pelo espírito natalino do mesmo jeito que era a um punhado de anos atrás, com a devida antecedência.

Ótimo, acho bom mesmo!.

Agora, passado o susto, todos temos tempo para aproveitar o espírito natalino à vontade. Com a data marcada para o dia 25 de janeiro, os shoppings ficarão mais vazios, o trânsito ficará mais suportável, as conversas deveras enfadonhas sobre qual será o cardápio natalino podem ser mais espaçadas (por que não fazem logo lasanha e acabam com o drama? No final acaba sendo o bacalhau e o peru de sempre mesmo…) e podemos arranjar tempo para pedir o que quisermos para o Papai Noel. Já fez a sua cartinha? Será que o Sedex 10 funciona para o Pólo Norte?

Ok, acho que essas férias estão me fazendo mal…

(Aproveitando a oportunidade, o 19 gostaria de desejar um sincero FELIZ NATAL a todos que ainda se atrevem a visitar este canto cada vez mais peculiar. E, no embalo das esperanças de ano novo, prometo melhorias para 2008!)

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Por aí

Dezembro 13, 2007 at 6:04 pm (Opinião.)

Finalmente tenho uma boa desculpa para não atualizar o Dezenove diariamente: é o Continue, blog fodástico do Fabio Bracht e projeto do qual me orgulho de participar.

 

continue_logo.jpg

O blog, que, ao contrário do 19, é atualizado várias vezes durante o dia, ainda conta com a colaboração de caras que manjam do assunto tanto (cof, cof) quanto eu. Por lá você vai ver não só as maiores bombas da indústria comentadas por quem e para quem entende do assunto, mas também rumores quentes, curiosidades supimpas e bizarrices dignas de freak shows.

Se você gosta de videogame, acredite: é uma boa pedida.

 

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Google: pai dos burros e antro de estranhices

Dezembro 3, 2007 at 9:17 pm (Estranho, Metalingüística.)

http://www.google.com/logos/winter_holiday_03_s.gifO WordPress possui ferramentas incríveis. Entre elas, está a possibilidade de saber como aquelas estranhas 19 vizualizações chegaram em um dia totalmente aleatório. E foi observando essas ocorrências de que cheguei a uma conclusão: há pessoas muito estranhas no mundo. E todas elas usam o Google.

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Morra, Murphy!

Dezembro 1, 2007 at 2:01 pm (Divagações, Games, Owned)

mariogalaxy.jpgTodo mundo está jogando Super Mario Galaxy. Não, sério, todo mundo mesmo. Eu mesmo não estaria aqui escrevendo este post caso Murphy não me odiasse tanto. Sim, porque ele me odeia miseravelmente. Usa de todos os seus artifícios para que as circunstâncias estejam sempre contra mim, e, mesmo com muito esforço, não consigo escapar. É claro que Galaxy foi a bola da vez.

É sempre assim: toda vez que estou contando as horas enqüanto espero uma encomenda dos correios, acontece algo de errado. De vez em quando, é o porteiro que esquece de avisar. Daí, na vez seguida, fico perturbando-o a cada 5 minutos para saber se tem algum Sedex para Luiz Eduardo Freitas, mas a resposta é negativa. Daí, de forma um tanto quanto sádica, ele faz questão de me interfonar assim que o carteiro chega. Quando desço, ele ainda está entregando as encomendas e tudo. Daí, na vez seguinte, quando passo a confiar na pontualidade do ponteiro, descubro que “oh, desculpe, a encomenda já estava aqui há uns dois dias”. Ah, ótimo. Não tem problema (, seu jumento!).

Desta vez, fico triste em admitir, a culpa não foi do porteiro. Aliás, eu nem sei de quem foi a culpa: se foi minha, dos intermediários, ou da loja na qual eu reservei o game. Mas ainda não chegamos lá.

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Só podia ser 19 de novembro…

Novembro 19, 2007 at 10:18 pm (Divagações)

…o dia em que Wii foi lançado, há um ano atrás, nos EUA. Junto com ele, veio o magnífico Zelda: Twilight Princess e o WiiSports junto na embalagem.

…dois dias depois do aniversário do gênio Shigeru Miyamoto. Para quem não conhece (existe?) é o criador do Mario, Zelda, e quase todos os jogos legais que você conhece.

…o dia internacional do xadrez. Se tivesse ficado sabendo mais cedo, teria desafiado alguém pra uma partidinha.

…um dia antes do lançamento do magnífico Rock Band, o jogo mais casual e mais hardcore que poderia existir na face da terra. EU QUERO!

…uma semana depois do lançamento da perfeição em forma de game. Estou falando, é claro, de Super Mario Galaxy, que eu TAMBÉM QUERO DESPERADORAMENTE. Felizmente, as chances de tê-lo em breve são bem mais altas que as de Rock Band.

…o dia em que confirmam que o Dragon Ball em live action vai mesmo acontecer. E, pelo jeito, vai ser uma superprodução ocidental. Já tem até elenco definido, acredite se quiser…

…o dia em que o Time to Be Free, novo álbum do Dedé (vulgarmente conhecido como Andre Matos) é lançado na… bem, na Tailândia. Um dia chega aqui, quem sabe?

…quando divulgam a capa do novo single do Nightwish, Bye Bye Beautiful. Nem um pouco sugestivo, imagina.

…o dia da primeira apresentação nacional do Video Games Live.

…o Dia da Bandeira. Mas pra isso ninguém liga, não é mesmo?

imagem_wii.jpg
Versão original do Wii. Como todo recém-nascido, era bem mais feio.

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